Prova é prova, treino é treino

Salve, Runners!
Hoje começa o final countdown para a minha primeira maratona. E mais do que nunca é o tempo para treinar, pensar e ver que não estou indo para uma brincadeira.


Nos últimos dias eu comecei a me avaliar. Avaliar meu desempenho nas provas e nos treinos antes de encarar a maratona, e percebi uma coisa que é ÓBVIA mas não vemos: prova é prova, treino é treino.

Adaptei essa frase do dito popular “jogo é jogo, treino é treino”, muito utilizado no mundo do futebol, mas como isso pode ser aplicado na corrida?
Há alguns treinos atrás – de tiro – eu terminei de língua de fora, morrendo, não querendo mais correr, só dormir o dia todo. O treino, especificadamente, havia sido quatro de mil (4x 1000). Quando eu terminei eu pensei “Caracas! Se eu morri assim pra meter quatro tiros de mil no meu treino, não vou suportar segurar nos dez da prova”. Bem, no sábado seguinte foi um longo de duas horas há 4’40″/km. Quando terminei, vi que havia feito as duas horas em 4’50″/km, e novamente pensei “Caracas! Se eu deixei meu rendimento cair assim durante o treino, imagina na prova”.
Semanas se passaram e veio a primeira prova após esses treinos: a Track & Field Run Series – VillaLobos II. Para a minha surpresa, fechei a prova em 40:06 – quase batendo uma das metas do ano que era fazer Sub 40′ nos 10k – num pace de 4’00″/km.

Mais alguns treinos vieram e o mesmo sofrimento, e cada sofrimento o mesmo pensamento “Droga! Se eu não to indo bem aqui, imagina na prova.”, e algumas outras semanas se passaram e veio a Mizuno Half Marathon, onde eu fechei a prova em 1:28:40, batendo meu recorde pessoal na distância e mantendo um pace de 4’11″/km.

Na semana seguinte eu participei dos 10K da Corrida Eu Atleta. Fui sem compromisso, apenas por diversão, mas para minha surpresa (de novo) eu fecho com o tempo de 39:28, batendo meu recorde nos 10K e cumprindo minha meta de fazer Sub 40′ na distância. Foi AQUI, nessa prova que eu percebi e aprendi a dividir esses dois momentos; prova e treino.

Não existe “não vou levar essa prova a sério”. Toda prova é uma prova. Durante a prova há uma injeção de adrenalina em nossas veias que não tem explicação. Existe essa injeção durante o treino mas ela não chega a ser tão forte como na prova. A prova, como o nome diz, é o momento que colocamos todos aqueles momentos “leves” à prova. Onde a missão será cumprida independente do resultado. No treino nós temos a liberdade de termos dúvidas; na prova não. 

E o que isso tem a ver com a minha primeira maratona? Tudo!
Foram 6 longos meses de treino. 6 meses onde coloquei meus treinos à prova em pequenos testes – e todos mostraram bons resultados. Daqui exatos 30 dias eu estarei frente a frente com os meus primeiros 42 km solo. O meu maior desafio nesse ano. E toda dúvida que eu tiver sobre mim morrerá no dia 27 de julho, embaixo do pórtico de chegada no Aterro do Flamengo.


Cheers! o/

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