A saga da maratona e a saga de posts!

É, um mês depois, mas finalmente vou começar a falar (e muito) sobre essa saga!

Começar? É! Rs…

JURO que ia resumir, mas as pessoas sempre me falaram que curtem ler os meus relatos porque conto algumas coisas onde as pessoas se enxergam e tals. Sei que são poucos que de fato leem, mas sei que quem lê, lê com carinho. ❤

Por isso decidi torturá-los e escrever uma bíblia, mas vou dividir em blocos e capítulos porque assim fica menos cansativo, pode ser?

Nesse post vou falar sobre o início de tudo, beeeeemmm antes da maratona, assim fica mais fácil entender alguns pontos que vieram ao longo da jornada! Simbora?

Foto: Foco Radical

Foto: Foco Radical


  1. O DESEJO DOS 42k

Todo mundo que se encontra na corrida, sabe que um dia vai querer ir pra uma maratona. Afinal, evoluímos dos 5k para os 10k, e depois para os 21k. Os 42k são o topo, e todos queremos chegar lá.

Acho que no fundo toda maratona começa no momento em que você decide que quer encarar os 42k. Esse meu momento foi exatamente na Maratona do Rio 2014, onde participei dos 21k.

Já vinha fazendo diversas meias com o intuito de preparar o corpo pra uma maratona em 2015 (com cerca de 3 anos de corrida e a cada km que passava na prova ia tendo a certeza de qual seria a maratona escolhida). Acabei a prova e acho que a primeira coisa que falei foi “ano que vem volto para fazer os 42k”, e foi assim que começou minha jornada.

  1. ACIDENTE DE PERCURSO

Mal sabia eu que teria uma “pane” por volta de outubro, quando o corpo arregou completamente, me obrigando a parar de treinar para aguentar a labuta do dia a dia. O cansaço era absurdo.

Não foi só overtraining, mas um “overall” como gostava de chamar, onde a falta de férias, idas e vindas loucas de Bragança e mais os treinos me transformaram em um bagaço de pessoa, sem forças e sem estímulo. Só acabei de fazer as provas que já estava inscrita (muitas) e só.

E com isso eu ferrei com toda a “preparação” que vinha fazendo para encarar os 42k nesse ano. É óbvio que não contava com essa parada nos treinos.

  1. O RETORNO

Depois que parei de vez no fim do ano, voltei a treinar em janeiro sem compromisso, fazendo o que me dava vontade e aproveitando a vida.

Mas aí a gente sempre tem a esperança da tal memória muscular, né? Que voltar é fácil, no começo estranho, mas o corpo “lembra” rápido dos treinos e logo se readapta. Só que não. Não comigo.

Mas tudo bem, estava feliz em voltar! Fiz até uma prova de montanha já no final de janeiro e logo vieram as férias tão esperadas e aí sim pude relaxar melhor. Após férias e carnaval eu finalmente voltaria a treinar sério em março.

  1. A INSCRIÇÃO

“NO SUSTO” resume. Rs…

Isso mesmo! Estava eu, bonitona, no fim de janeiro, arrumando as malas para sair de férias, quando começa um auê no grupo #RioPartyRun2015 dizendo que as inscrições tinham encerrado! Oooiiiii? Tão de zoeira neh? Ano passado acho que encerrou em março/abril e eu já achei super cedo! Poha, como assim? Eu não ia pro RJ? De novo nãoooo! (Ano passado só fui porque ganhei a inscrição numa promo da Minalba, amém! Rs).

Infelizmente era verdade. Encerrou. Aí a gente fica naquela torcida miserável pra fazerem os balanços de pagamentos e abrirem novas vagas e, ufa, abriram! Mas só dos 42k. Puta merda! E aí? Sim, eu sei que era o plano, mas estava voltando do zero, ó céus! Não estava preparada psicologicamente pra pensar sobre isso tão cedo.

Mas era a Inscrição em jogo: ”Ah, foda-se, vai 42k mesmo e seja o que deus quiser!” Rs. Eu sabia que a organização é super certinha e não existe “depois eu troco a distância”. Se mudasse de opinião, teria que ir com o kit da inteira mesmo e paciência.

Saí pra viajar (diga-se de passagem, para o RJ) e uma coisa martelava na cabeça: “O que foi que eu fiz?…..” UAHUAHAUH

  1. O SEGREDO

Tá aqui uma parte que acho que uma galera estava curiosa em saber. Por que raios eu ocultei que ia pra maratona sendo que sempre fui tão boca aberta pra falar da minha vida na corrida?

Bom, com os fatos acima já deu pra perceber que não era uma coisa com a qual eu estava confortável. Por isso, quando me inscrevi só mandei para um amigo na hora (daquele tipo que sempre quis seu bem) e depois contei para meus pais. Só.

Eu não sabia como seria minha volta aos treinos sérios. Se aquele comecinho estava tão complicado até pra correr 5k imagina 10… 21… QUARENTA E DOIS! Jééésus! Decidi não pirar e simplesmente deixar a vida me levar (vida leeevaaa eu! (8) ), e quando entrasse na periodização da maratona aí sim pensaria se falava ou não.

E assim, vamos falar a real? A gente fala que o mundo running é todo fofinho, lindo e amigável (o que de fato também é <3) mas o que tem de gente louca querendo ver a gente se dar mal não tá escrito, né? Desculpem o desabafo, mas acontece. Infelizmente, já me surpreendi negativamente com “amigos” que torciam contra, fora aquelas pessoas que sempre fizeram questão de deixar isso claro. Eu hein! Eu já sou “sortuda”, ainda vou querer que a galera comece a fazer voodoo meu 6 meses antes? Tô fora! Rs

E foi assim que fiquei quietinha 😀 rs… Ah! Contei pra um amigo carioca quando estava no Rio, que gentilmente me levou conhecer a primeira metade do percurso de carro para eu já saber o que iria encarar. E assim ia mantendo meu “segredo” rs… A vontade era de contar pra muiiiiita gente, postar, comemorar, etc. Mas e se eu visse que não ia rolar? Foi melhor ficar calada.

  1. ACIDENTE DE PERCURSO PARTE 2

Ah, claro! Porque a vida nunca é simples comigo! Rs…

Tá, e nem eu sou simples comigo mesma. Fui burrona pra caraleeeooo e me inscrevi em 2 provas de montanha seguidas (uma no sábado e outra no domingo). Podem zoar, mas eu não me liguei na história de fevereiro com 28 dias. Simplesmente guardei “tá, uma no último final de semana de fevereiro, outra no primeiro de março”. E foi assim que eu me estourei.

Mais do que uma prova seguida da outra, a prova do sábado foi muito íngreme e exigiu demais dos músculos. Músculos? Ahhh aqueles que eu estava sem, né? É. Havia voltado pra academia há apenas 15 dias, e não tinha dado tempo de recuperar nada da musculatura perdida em 4 meses. Resultado? Saí toooooda estourada.

E na terça-feira seguinte tinha o quê? Meu esperado início na nova assessoria (sim, contei da maratona, claro!). E sim, eu já entrei machucada por conta desse final de semana. Achei que a dor passaria, mas não passou. Demorei pra ir ver e quando fui já era lesão. Burra, anta, imbecil, mas paciência, tinha que me cuidar e ainda sobrou pro coitado do coach adaptar todos meus treinos já desde o começo.

Fisio, muita fisio! Confiança total nos profissionais e a missão de não parar os treinos. Mas a lesão demorou muito mais tempo para passar do que eu esperava. Não imaginava que tinha zoado tanto! E a cada semana uma contagem regressiva de quantas semanas faltavam para o início da periodização da maratona. Sabia que não podia começar machucada. “Sorte que não contei nada. Será que vai dar?” Chorei sim, entrei em desespero diversas vezes e até já me acostumava com a ideia de ir fazer os 21k mesmo.

E nos 45’ do segundo tempo a dor sumiu! Sumiuuuuuu!!! Amém! Isso era uma quinta-feira e os longos começavam no sábado. “Aeeeeee carai, vamos pra maratona!!!”. E assim comecei os treinos, ainda adaptados, mas comecei! Ufa!

  1. ALEGRIA DE POBRE

É, quem mandou comemorar antes da hora, trouxa? Rs… 2 semanas depois a dor voltou e forte. Era a reação com os longos. Ferrou. Mais choro, mais desespero. Teve um dia que até mancava e claro, minha fiel companheira de treinos me denunciou pro coach.

Mais fisio, mais adaptações. E enfim a palavra final do treinador num período limite: “Se você sentir dor hoje, você não vai pra 42k”. Não sei explicar o efeito psicológico e físico disso, mas sei que aquele dia não doeu. E eu voltei dançando e pulando “vou pra maratona, la la la la la!” rs. A resposta? “Karina, para de pular antes que se machuque de novo!” UHAUAHU.

  1. VOU PRA MAAAARAAATOOOONAAA! \o/

Aí é o momento em que a ficha cai. A periodização já está a mil e você precisa se encaixar. Eu, pouco ansiosa, já achava que estava tudo cagado porque precisamos adaptar as distâncias da “planilha da maratona” por conta da lesão. Confesso que só tranquilizei quando o grande Zeca fez entrar na minha cabeça que aquela planilha não era a única possível: agora eu tinha outra planilha, adaptada às minhas necessidades e que também funcionaria. Obrigada! Rs…Como a gente é cabeçudo, né? Rs…

Mais do que passar os treinos, o Zeca sempre foi responsável por me fazer enxergar coisas sobre mim mesma que eu podia até já ter percebido, mas precisava que alguém deixasse claro sabe? Obrigada pelo coaching!

Enfim, planinha sem neura e agora sim poderia treinar em paz! Finalmente!


Será que eu realmente treinaria em paz? Rs…

Fiquem de olho e aguardem os próximos capítulos dessa saga! 😉

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