2 anos de MPR – e de muitas glórias!

Salve, Runners!
No último dia 27 de fevereiro eu comemorei uma coisa muito importante nessa minha singela vida de atleta amador:dois anos de Marcos Paulo Reis Assessoria Esportiva.

Comemorar aniversário de assessoria parece coisa boba, mas pra mim, a cada ano que passa é um marco. É como comemorar meu aniversário de namoro, comemorar quanto tempo estou junto da Tha, comemorar meu próprio nascimento; foi um nascimento. Tão igual importância.

Lembro daquele 24 de fevereiro de 2014 em que eu entrei no escritório da MPR, no segundo sub-solo do Shopping Eldorado, aqui em São Paulo, sem saber como me comportar, o que esperar e nem o que falar, só sabia que tinha um objetivo: Maratona do Rio.

Fui encaminhado para uma sala de reunião – das grandes – e momentos depois me entra um homem com mais ou menos 1,75 de altura, óculos de grau e meio careca. O cara em questão não é o MP em pessoa e sim um de seus mais antigos treinadores (e futuramente o meu): Profº Caio Vinícius de Souza.

Ao entrar na sala ele já me comprimentou com seu famoso bordão: “Tudo bem, Patrão? Meu nome é Caio e quero saber mais sobre você”. “Como assim, cara? Eu achei que seria uma coisinha boba, de tipo, eu falo que vou fazer uma maratona, você me diz o que é necessário, quando aparecer, como fazer e segue o jogo. Não é isso?” Pensei. Me enganei.

A minha entrevista durou mais de uma hora onde ele teve todo o cuidado de me explicar a diferença entre um fundista é um velocista, onde ele me explicou como funcionava cada-específico-músculo na corrida. Onde ele me explicou como era a MPR, como funcionava os treinos, como funcionava o meu corpo. Onde ele me perguntou sobre cada detalhe da minha vida, sono, alimentação e como isso interferiria ou ajudaria meus treinos. Não vi o tempo passar. Nunca me senti tão importante. Naquela sala um cara me perguntando sobre tudo, sobre coisas que pra mim não influenciaria em nada, mas ele sabe que influencia.

Me deu uma aula de corrida em apenas uma hora. Eu achando que sabia alguma coisa. Doce jovem do verão. E aquilo não era nada.

No dia seguinte estava eu lá, às 8h da manhã (ele tinha marcado às 7h, mas começar uma nova rotina de acordar cedo não é fácil pra ninguém) no Ibirapuera para fazer o meu teste dos 3.000m, o teste que até então pra mim era pra nada, seria para avaliar minha postura, tempo, BPM para então montar a tão sonhada planilha.

Na MPR eles não fazem nada por acaso. Tudo tem embasamento. Tudo tem um motivo e tudo tem uma lógica. Desde eu rodar 40 minutos na segunda, dar 5 tiros de 800m na quarta e fazer um longo de 80 minutos no sábado. Tudo é calculado. Nada é jogado, e com o tempo eu aprendi isso; em pouco tempo.

Pula pra maio.

TFRS Villa Lobos, tida como os 10k mais rápidos da cidade de SP e eu queria fazer bonito. Meu último tempo nos 10k havia sido por volta dos 44 minutos.

Pula para o fim da prova: 40:06.

Uau! Abaixar quase quatro minutos e de quebra ter flertado forte com um Sub 40′ foi maravilhoso pra mim, e no dia seguinte lembro que estava ele lá, no Ibirapuera, de braços cruzados e falando “Parabéns, Patrão. Mas os trabalhos continuam. Você pode mais”. E eu podia mesmo.

No final daquele mês participei da primeira edição da Mizuno Half Marathon. Chinelei, e adivinhem? Outro Personal Record. 21k feitos em 1h28 e alguns segundos que quase beiravam os 29. Meu melhor tempo na distância havia sido 1h35. Nossa, quase sete minutos a menos nos 21k era show e sem perder tempo, no domingo seguinte fiz a Corrida Eu Atleta para soltar. 10k na difícil região do Ibirapuera só poderia render um tempo alto. Me enganei. Sem querer, após flerta-lá, veio o beijo: 39 minutos e 38 segundos nos 10.000m. Outro parabéns do meu treinador e a frase que eu queria ouvir: “você faria uma ótima primeira maratona. 3h30 no MÁXIMO!”. Faria, mas não fiz. A minha teimosia em não alongar me rendeu um trato-iliotibial no joelho esquerdo e uma péssima primeira maratona. Mas eles estavam lá e me apoiaram de ponta a ponta, me aconselharam a parar e me ajudaram mesmo quando fui teimoso mais uma vez: meu treinador e todo o time da MPR que foi ao Rio para suportar os atletas.

Ao final da maratona eu lembro que o Caio me disse “Patrão, você me deve uma maratona, mas nós vamos trabalhar ela”, mas minha frustração e anseio não me deixou respirar, e quis logo entregar a outra maratona pra ele – outubro de 2014, décima nona maratona internacional de São Paulo, e eu fui pra prova escondido. Ao passar pelo km 25, onde estava a equipe da MPR ele sai da barraca e grita “PARA! PARA! PARA! MAS QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?”. Essa prova foi a pior dos últimos anos. A temperatura chegou aos 32º facilmente, muita gente desmaiando por exaustão e desidratação, e o ponto em que a MPR estava era o fim para quem fez as 15 milhas e 1 km depois entraríamos na Marginal Pinheiros onde correríamos mais 10 km no asfalto pelante e sem uma sombra.

O Caio me fez parar, me perguntou se eu estava bem, me deu um copo d’água e indagou novamente: “Patrão, o que você está fazendo? Perdeu o juízo?”, e eu só consegui pensar em uma resposta: “estou te pagando a maratona que eu te devo”. Ele me olhou perplexo e começou:

– “Você está bem?”

-“Tô sim. Muito!” – respondi de bate e pronto.

– “Ótimo! Continua se hidratando e te vejo no km 34, ok? Vai lá. Teimoso.”

Sorri e continuei.

No km 34 ele estava lá com sua bike, uma lata de Coca e Stickes, e eu me sentindo mais vivo do que nunca.

-“Patrão, tá bem?”, “Toma isso daqui”, “Come isso aqui”, “Bom”, “Vou com você até o 37″. E assim foi, me explicando cada tática, cada coisa que eu deveria fazer até o fim da prova, que foi concluída em 3h44. Sem dor. Com louvor.

Pula para 2015.

Tudo que eu não consegui fazer em 2014 pós-lesão, eu alinhei com meu treinadô para fazer em 2015: um novo Sub 40′, um Top 100 e a maratona decentemente.

Recomeçamos os trabalhos e cada um deles vieram com louvor: 39’28” nos 10k, 1h27’17” na G4 do Rio com direito ao Top 100 e a Revenge da Maratona do Rio: 3h13’07” com no final um abraço e um obrigado, e em todos os momentos o time da MPR e o Caio estavam ao meu lado.

Pula para 2016.

Esse ano já tenho mais um grande objetivo, dois anos de MPR, e cada momento que passa, deixa de ser um momento e ambiente de treino e vira algo de família – conversas com os amigos, com os treinadores, risadas, piadas, provocações e bate papos.

Me sinto em casa.

  
Obrigado ao MP, Cesinha, Emerson, Fábio Rosa, Fabinho e principalmente ao meu treinadô Caio. Aqui eu aprendi a ser um atleta, a me controlar, a me superar e correr atrás de cada objetivo. Lapidando um diamante bruto interno.

Obrigado.

E que venham muitos mais anos de conquistas e glórias nesse time.

  
Cheers! o/

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